Victor Hugo

Victor Hugo muito se agigantou pela inteligência; poeta genial, escritor primoroso e fecundo. Sustentou, sem esmorecimentos, tremendas lutas em prol da liberdade, enfrentou a ira dos reacionários, deixou de ser cidadão francês para se tornar cidadão do mundo, porque, como foi dito, sua obra literária, suas palavras, no campo político, suas idéias e pensamentos influíram e beneficiaram os povos do mundo inteiro! Foi exímio, como: poeta, pensador, dramaturgo, romancista, historiador, panfletista, orador, jornalista e espírita! Mostrou-se sempre inimigo intransigente da pena de morte: “A cabeça do homem do povo está cheia de princípios úteis… cultivai, decifrai, regai, esclarecei, moralizai, utilizai essa cabeça e não tereis necessidade de cortá-la!”. Em setembro de 1853 chegava a Jersey, de visita, a Sra. De Girardin, levando a grande novidade: o Espiritismo. As suas crenças religiosas, que a certas almas frívolas parecem tão simples, tão restritas, por vezes tão extravagantes, são a verdadeira herança transmitida pelos seus ancestrais rústicos. A bem dizer, essas idéias são mais velhas do que o Cristianismo: fé na sobrevivência e na presença permanente dos mor-tos, no poder do sortilégio e da magia. Em 22 de maio de 1885 desencarnou o Espírito de Victor Hugo. Recuso as orações de todas as igrejas. Creio em Deus. (Fonte: Sylvio Brito Soares, Grandes Vultos da Humanidade e o Espiritismo.)